Galaxy Watch Ultra 2: A Samsung finalmente encontrou a fórmula mágica para os aventureiros?

Publié le 8/14/2026

Galaxy Watch Ultra 2: A Samsung finalmente encontrou a fórmula mágica para os aventureiros?

Uma ambição clara: dominar o outdoor em 2026

Após uma primeira tentativa audaciosa com a gama Ultra, a Samsung regressa ao centro das atenções em meados de 2026 com o Galaxy Watch Ultra 2. O mercado de smartwatches robustos tornou-se um campo de jogo extremamente competitivo, onde a Garmin reina entre os atletas de elite e a Apple impõe o seu ritmo com o Ultra. A Samsung teve, portanto, de rever a sua estratégia para oferecer um relógio que já não se contenta em ser apenas uma variante: tem de se tornar a ferramenta definitiva.

Um design que aprimora a sua personalidade

Desde o primeiro contacto, nota-se que a Samsung ouviu as críticas. A caixa de titânio de 47 mm mantém essa forma "squircle" característica, mas os acabamentos foram refinados. O botão de ação rápida, agora totalmente personalizável através de uma nova interface no Wear OS 6, oferece uma reatividade impressionante. O ecrã AMOLED, com o seu brilho de pico que atinge agora os 3500 nits, é simplesmente o melhor que testei este ano para uma legibilidade perfeita sob sol intenso, mesmo em alta montanha.

Debaixo do capô: a potência ao serviço da saúde

É aqui que o Galaxy Watch Ultra 2 ganha pontos. Equipado com o novo SoC fabricado em 3nm, o relógio apresenta uma fluidez exemplar. Mas o que mais me impressionou foi a integração do sensor BioActive 3.0. Em 2026, a medição da glicemia não invasiva continua a ser o Santo Graal, e embora a Samsung se tenha mantido prudente, os algoritmos de monitorização de stress, recuperação e carga de treino têm agora uma precisão cirúrgica, rivalizando diretamente com as referências do setor.

A autonomia, ponto fraco recorrente dos relógios com Wear OS, deu um salto notável. Graças a uma gestão energética otimizada e a uma bateria de alta densidade, ultrapassamos agora largamente as 72 horas em uso intensivo. É o conforto necessário para partir num fim de semana de forma autónoma sem andar freneticamente à procura do carregador.

Frente à concorrência: o duelo do ano

O Galaxy Watch Ultra 2 encontra adversários de peso. De um lado, o Apple Watch Ultra 3, que continua a ser o ecossistema rei para os utilizadores de iPhone. Do outro, a gama Garmin Fenix 9 que, apesar de um ecrã menos dinâmico, oferece uma autonomia superior. A Samsung posiciona-se habilmente entre os dois: um relógio extremamente inteligente e conectado, capaz de gerir notificações complexas e aplicações de terceiros, oferecendo ao mesmo tempo uma robustez digna dos padrões militares (MIL-STD-810H).

O meu veredito de especialista

Se é um utilizador de Android — e particularmente de smartphones Samsung — este relógio não tem rival à altura. Tornou-se maduro. Já não finge ser um relógio desportivo; tornou-se um. O preço de lançamento situa-se em torno dos 699 €, um valor elevado, sem dúvida, mas que se justifica pela qualidade dos materiais e pelos avanços de software. É a compra do ano? Para os amantes de tecnologia e desportistas conectados, a resposta é um grande sim.

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